A São Bernardo e você
São Bernardo Previdência Privada

 

Como tudo começou

Vale a pena entender bem por que existe o sistema previdenciário (ou simplesmente a Previdência, como se diz). É interessante saber que antigamente não existia previdência, porque ela era de certa forma desnecessária - e que agora ela existe porque é absolutamente necessária.

Em duas palavras, as coisas aconteceram assim:

Antigamente, as sociedades giravam em torno da agricultura. No campo, o trabalho sempre foi familiar: todos na família trabalham na terra e o resultado do trabalho é usado para atender a todas as necessidades do grupo. Quando o chefe da família não tem mais condições de trabalhar, o comando passa para o filho mais velho mas a vida continua igual.

A grande modificação neste quadro aconteceu em meados do século XIX, com o início da era industrial. As pessoas saíam dos campos e iam trabalhar nas cidades. Com isso, se desligavam economicamente do grupo familiar e passavam a depender economicamente de uma empresa.

Entretanto, a empresa só lhes pagava enquanto elas fossem produtivas. Conclusão: quem não tivesse conseguido fazer um bom "pé-de-meia" enquanto estivesse trabalhando, ao deixar de trabalhar começava a passar necessidades (e com salário baixo, "fazer um pé-de-meia" sempre foi problema).

Foi por isso que, no começo do século passado, a Inglaterra instituiu um pagamento semanal a todos trabalhadores com mais de 70 anos - e assim inaugurava a previdência oficial, isto é, o governo assumia a responsabilidade de contribuir com um mínimo para a subsistência dos idosos.

A Previdência no Brasil

No Brasil, em 1923 a previdência oficial começou a tomar a forma que tem hoje e, desde então, o Estado vem procurando ampliar a cobertura e a qualidade dos serviços oferecidos. O que não é fácil.

O Instituto Nacional de Seguridade Social está com um déficit que só aumenta. Na teoria, com o que recebe, a Previdência Social deveria poder substituir a renda do contribuinte quando ele deixa de trabalhar por algum motivo relevante - doença, invalidez, idade avançada ou desemprego, por exemplo.

Mas isso não acontece. O benefício não acompanha o salário que o trabalhador recebe enquanto está na ativa. (O benefício tem um teto, que, desde janeiro de 2014, é de R$4.390,24 mas, na prática, o benefício do INSS acaba sendo limitado a pouco mais de R$2.700,00. Quem ganha mais na ativa é que mais sente essa defasagem.

Ora, ninguém merece trabalhar durante 50 anos e depois disso ser obrigado a fazer um corte dramático em todas as despesas, ter que depender da fila do SUS para conseguir medicamento mais barato, se alimentar pela metade e reduzir seu lazer ao jogo de dominó na praça da matriz.

Para mudar esse quadro surgiu um segundo tipo de previdência.

Leia sobre ele no capítulo Previdência complementar.