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Menos jovens e mais idosos no País

 
 

03. mai.2011
Censo: Diminui proporção de jovens e aumenta a de idosos

O Censo 2010, divulgado preliminarmente na última sexta-feira, mostrou que caiu a representatividade dos grupos etários até 25 anos na população brasileira na primeira década do novo século, ao passo que as demais faixas etárias viram crescer a sua participação, informa o Portal do IBGE.

O grupo de crianças de zero a quatro anos do sexo masculino, por exemplo, representava 5,7% da população total em 1991, enquanto o feminino alcançava 5,5%. Em 2000, estes percentuais caíram para 4,9% e 4,7%, chegando a 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, o alargamento do topo da pirâmide etária pode ser observado pelo crescimento da participação relativa da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010.

Já o jornal O Estado de S. Paulo destacava o fato de ter o Censo 2010 apurado ainda que existiam no ano passado 23.760 brasileiros com mais de 100 anos. Bahia é a unidade da federação a contar com mais brasileiros centenários (3.525), São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597).

O problema agora não é mais a mortalidade infantil, mas o atendimento aos idosos, que podem depender cada vez menos de famílias numerosas para cuidar deles.


Os grupos etários de menores de 20 anos já apresentam uma diminuição absoluta no seu contingente. O crescimento absoluto da população do Brasil nestes últimos dez anos se deu principalmente em função do crescimento da população adulta, com destaque também para o aumento da participação da população idosa.

A região Norte, apesar do contínuo envelhecimento observado nas duas últimas décadas, ainda apresenta uma estrutura bastante jovem, devido aos altos níveis de fecundidade no passado. Nessa região, a população de crianças menores de 5 anos, que era de 14,3% em 1991, caiu para 12,7% em 2000, chegando a 9,8% em 2010. Já a proporção de idosos de 65 anos ou mais passou de 3,0% em 1991 e 3,6% em 2000 para 4,6% em 2010.

A região Nordeste ainda tem, igualmente, características de uma população jovem. As crianças menores de 5 anos em 1991 correspondiam a 12,8% da população; em 2000 esse valor caiu para 10,6%, chegando a 8,0% em 2010. Já a proporção de idosos passou de 5,1% em 1991 a 5,8% em 2000 e 7,2% em 2010.

Sudeste e Sul apresentam evolução semelhante da estrutura etária, mantendo-se como as duas regiões mais envelhecidas do País. As duas tinham em 2010 8,1% da população formada por idosos com 65 anos ou mais, enquanto a proporção de crianças menores de 5 anos era, respectivamente, de 6,5% e 6,4%.

A região Centro-Oeste apresenta uma estrutura etária e uma evolução semelhantes às do conjunto da população do Brasil. O percentual de crianças menores de 5 anos em 2010 chegou a 7,6%, valor que era de 11,5% em 1991 e 9,8% em 2000. A população de idosos teve um crescimento, passando de 3,3% em 1991, para 4,3% em 2000 e 5,8% em 2010.

População brasileira cresce quase 20 vezes desde 1872.

A população do Brasil alcançou a marca de 190.755.799 habitantes na data de referência do Censo Demográfico 2010 (noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010). A série de censos brasileiros mostra que a população experimentou sucessivos aumentos em seu contingente, tendo crescido quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando tinha 9.930.478 habitantes.

Até a década de 1940, predominavam altos níveis de fecundidade e mortalidade no País. Com a diminuição desta última em meados dos anos 1940 e a manutenção dos altos níveis de fecundidade, o ritmo do crescimento populacional brasileiro evoluiu para quase 3,0% ao ano na década de 1950. No começo dos anos 60, os níveis de fecundidade começaram lentamente a declinar, queda que se acentuou na década seguinte. Esse fato fez com que as taxas médias geométricas de crescimento anual da população subseqüentes também caíssem. Em comparação com o Censo 2000, a população do Brasil apresentou um crescimento relativo de 12,3%, o que resulta em um crescimento médio geométrico anual de 1,17%, a menor taxa observada na série em análise.

Por sua vez, o jornal Folha de S. Paulo notou que, na última década, a população brasileira cresceu mais devagar, em direção às regiões Norte e Centro-Oeste e rumo às cidades médias. Dados mostram que o crescimento do número de habitantes é o mais baixo da história: 1,17% ao ano, em média, entre 2000 e 2010. O país tem hoje 190,8 milhões de habitantes.

Segundo Ana Amélia Camarano, demógrafa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil segue uma tendência "já esperada" de desaceleração do crescimento populacional, observada nos países desenvolvidos, e terá, a partir de 2030, declínio do número de habitantes.

O Censo 2010 revela ainda que, no país, "faltam" quatro homens para cada grupo de 100 mulheres. Na última década, a população "perdeu" um homem: o país passou a ter 96 homens para 100 mulheres - em 2000, eram 97. Ana Amélia Camarano, demógrafa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), afirma que o crescimento mais acelerado da população feminina está ligado ao envelhecimento - já que as mulheres vivem mais. O Censo Demográfico de 2010 mostra que o futuro chegou, trazendo muitas coisas boas, mas também novos problemas e desafios.

A economia cresceu, temos uma grande classe média, a desigualdade de renda vem caindo. Já não nascem tantas crianças, a saúde da população melhorou, e a população vai envelhecendo e deixando de crescer.

Os analfabetos que não sabiam ler e escrever estão desaparecendo, mas as escolas produzem milhões de semi-analfabetos que não conseguem entender o que lêem. Os custos das políticas sociais crescem cada vez mais e ameaçam esgotar a capacidade do setor público em atender às aspirações de melhoria de vida prometidas ao longo das últimas décadas. O Brasil de hoje traz novas oportunidades e novos desafios, que não podem continuar a ser tratados com as idéias e receitas do passado.

(Abrapp)

 
 

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