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Um senhor problema

 
 

25. out.2013
Dentre os problemas de longo prazo no Brasil mais citados pelos realizadores de cenários, um dos mais inquietantes está relacionado à estrutura demográfica versus Previdência Social e políticas públicas de saúde e atenção aos idosos. Previsões catastrofistas à parte, que indicam o colapso do sistema previdenciário no País dentro de poucas décadas, o importante é prestar atenção no que apontam os números e tentar olhar mais adiante.

É o que fez o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Caetano, em um olhar panorâmico sobre a questão. A conclusão é curta e grossa: está em curso, no Brasil, um processo de convergência demográfica com o resto do mundo - especialmente as nações desenvolvidas, com o envelhecimento da população. Com um detalhe: enquanto os europeus levaram cinco décadas para a população com mais de 60 anos passar de 10% do total para 20% do total, no Brasil e nos demais latino-americanos, esse salto não demora mais do que 25 anos.

Segundo o IBGE, entre 2001 e 2011, o percentual de habitantes do País com 60 anos ou mais saltou de 9% para 12%, indicando que em uma década o contingente de idosos subiu de 15,5 milhões para 23,5 milhões, com possibilidade de que 29% da população brasileira terá pelo menos 60 anos em 2050.

Entretanto, em paralelo, não está ocorrendo a convergência da renda per capita - a nossa continua ao redor de US$ 12 mil ao ano, ainda muito distante da dos europeus, ao redor de US$ 35 mil ao ano. Mesmo na hipótese de aumento da renda per capita brasileira ao ritmo de 2% ao ano, seria necessário meio século para atingir a renda per capita dos europeus, ou seja, por volta de 2063, nos cálculos do especialista no tema.

Diante desse prognóstico, é imperativo que o País debata as saídas para o sistema previdenciário, de saúde e assistencial. Como uma reforma radical com redução de idade de aposentadoria e valor de benefícios não está em cogitação - mesmo porque esses eleitores "sêniors" não votariam em políticos com essas ideias -, o País poderia tratar do aumento da produtividade, do reingresso dos mais velhos no mercado de trabalho, de não deixar as despesas da Previdência Social avançarem mais do que o PIB, e assim por diante.

(reproduzido do jornal DCI)>

 
 

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