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As vantagens de planejar a aposentadoria

 
 

09. out.2013
Ontem, o JN mostrou exemplos de brasileiros que conseguiram se preparar para esse momento da vida.

O ganha-pão do seu Antônio é se apresentar com facas na rua.

"É perigoso, é perigoso, de vez em quando a faca dá um toquinho e quando ela pega, ela abre", conta Antonio Martins, artista de rua.

Ele tem 60 anos, 40 deles como artista de rua. A hora de parar se aproxima. "Eu acho que mais uns dois anos. Mais uns dois anos dá pra ficar na rua ainda", planeja Antônio.

Mas a vida de aposentado ainda será desafiadora. Seu Antônio terá de viver com um salário mínimo da Previdência. Talvez, nem dê para parar.

Para não enfrentar um tempo ruim na aposentadoria, é fundamental se preparar para o futuro. Cinquenta milhões de brasileiros pagam o INSS e esperam, um dia, se aposentar. O conselho dos especialistas é fazer uma pergunta: você conseguiria viver com R$ 932 por mês, o equivalente ao valor médio das aposentadorias da Previdência Social? Se a resposta for ‘não’, é bom ficar atento. É hora de buscar uma saída.

"Para aquelas pessoas que querem viver com mais de dois salários mínimos, é muito bom que pensem desde cedo em uma aposentadoria complementar, sem deixar de pagar o INSS", explica Jurandir Macedo Drll, professor de finanças pessoais da UFSC.

É o que Regina tratou de fazer. Ela é faxineira. Há dois anos, investe parte do salário em um plano de previdência complementar que a empresa onde ela trabalha oferece. No caso dela, exige lá alguma renúncia.

“Eu seguro minha vontade de consumo pra, em vez de comprar uma bolsa, um sapato, mas tô investindo nessa aposentadoria”, conta Regina Santana, faxineira. Regina entra com R$ 120 por mês e a empresa também deposita uma parte.

"A Regina é um exemplo de que qualquer brasileiro, independente da faixa de renda, pode ter um plano de previdência complementar, com o dinheiro que ela vai contribuir aqui, mais o dinheiro que ela vai contribuir no INSS, ela vai conseguir juntar uma renda que compensa o que ela recebe hoje na ativa", explica Alex Kravchychyn, advogado.

Planejamento e disciplina para poupar são mesmo o segredo da aposentadoria. E também é preciso resistir à tentação de quebrar o porquinho antes da hora.

Seu Claudino e dona Apolônia fizeram tudo isso. Criaram cinco filhos, e depois de uma vida de trabalho se aposentaram juntos, três anos atrás. "Começamos a passear bastante. Ficamos dois anos praticamente passeando. Todo mês fazendo um grande passeio", conta Claudino Schoeffer, aposentado. "A economia ia toda pra poupança, pro dia que a gente se aposentar a gente dizia: ‘não vou mais trabalhar’. Eu mesma não queria mais nem saber de escutar o relógio despertar", revela Apolônia Schoffer, aposentada.

Mas aí, este ano, o que despertou foi o desejo de voltar ao batente. Agora, o casal trabalha junto em uma indústria têxtil. E não foi pelo dinheiro.

"Eu diria uma necessidade psicológica e também física", explica Claudino Schoffer.

"A gente vê outras pessoas, conversa com os outros. Ah, isso é ótimo. Pra mim foi.", conta a Apolônia Schoffer.

E para seu Claudino e dona Apolônia, os novos salários viram uma luxuosa renda extra. “Sim, só pra viagem, só pra lazer”, revela Claudino. Oitenta e um anos. E para ele, trabalhar, mais do que nunca, é um prazer.

"Olha, o dia mais feliz da minha vida foi quando eu me aposentei e me conscientizei de que poderia começar a fazer aquilo que eu sempre amei a minha vida inteira", conta Rubens Heusi, aposentado e professor de fotografia.

Seu Rubens se preparou para este momento especial. Se aposentou pelo INSS, guardou dinheiro na poupança e vendeu o negócio que tinha, uma ótica. Juntando as rendas, fez um bom pé de meia. Assim seu Ruben pode fazer do hobby uma profissão. Virou fotógrafo e professor de fotografia. E lá se vão 12 anos no novo trabalho.

“Eu acho até uma vida até mais saborosa, né? Pelo menos mais espontânea, não tão policiada, graças a Deus”, conta Rubens. E também à capacidade de seu Rubens de reinventar a própria vida.

"Não basta o plano de aposentadoria. É o plano de viver, o plano de vida. Isso é o importante”, acredita Rubens.

(JN/Portal G1, 8/10/13)

 
 

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