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Volatilidade Agravada; Rota Constante

 
 

17. jun.2013
O mês de maio foi marcado pelo forte movimento de alta das curvas de juros nominais e reais. Desse modo, a recuperação dos ativos de renda fixa observada em abril cedeu lugar à nova realização, resultando em rentabilidade negativa em alguns dos principais indicadores.

Apesar de pouco se falar nos principais canais de notícias, diversos fatores importantes ocorreram ao longo do mês de maio que influenciaram esse resultado.

A sinalização pelo Federal Reserve, autoridade monetária americana, da possibilidade de os programas de suporte monetário (Quantitative Easing) estarem próximos de serem gradativamente reduzidos, contribuiu para o aumento das taxas de juros dos títulos do tesouro norte-americano, referências globais de taxas livre de risco. Essa sinalização, ainda que incipiente e inconclusiva, alimentou o movimento de aversão a risco observado na última semana de maio e impactou os mercados emergentes. O Brasil foi particularmente impactado por esse movimento, ocasionando o aumento do dólar e queda dos preços de ativos de risco.

Somou-se à dinâmica internacional a confirmação da alta da taxa Selic em 50 pontos-base, em 29 de maio, para 8% a.a., e o anúncio, na quinta-feira, 30 de maio, da alteração da perspectiva de rating do Brasil de “estável” para “negativa” pela agência classificadora de risco Standard & Poor’s.

Esses eventos conjugados foram responsáveis pela dinâmica negativa observada, principalmente, nos títulos indexados ao IPCA de prazos mais longos: o IMA-B 5+ encerrou o mês com perda de 6,27%, após ensaiar uma recuperação de 2,05% em abril. No ano, o índice acumula queda de cerca de 8%. O componente de prazo mais curto, o IMA-B 5 apresentou perda de 1,7% em maio, e o IRF-M perda de 0,87%. Desse modo, o IMA Geral encerrou o mês em queda de 1,9%, frente ao resultado acumulado de -1,17%, em 2013.

O ciclo de aperto monetário promovido pelo Banco Central e o movimento de aversão a risco também impactaram a renda variável. O IBrX encerrou o mês em queda de 0,87%, frente à queda de 4,31% do IBovespa. Os índices Small Caps (SMLL) e Dividendos (IDIV) acompanharam a realização e encerraram maio com perdas de 2% e 2,48%, respectivamente.

Mantemos nossa visão de que as estratégias diversificadas na renda fixa e na renda variável agregam valor no longo prazo. Entretanto, períodos de alta volatilidade, como o observado neste primeiro semestre, exigem disciplina e transparência. Disciplina para não alterar os objetivos estratégicos em um momento de turbulência e, com isso, correr o risco de perder a eventual recuperação dos mercados, e transparência na comunicação com seus participantes em um momento desafiador.

Towers Watson Investment

 
 

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