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Aposentadoria: o que o futuro nos reserva

 
 

11. abr.2012
Mundialmente falando, em especial nos países com economias desenvolvidas, a aposentadoria costuma ser o tema de finanças pessoais que mais dá “pano pra manga”. Nos EUA em particular, uma respeitada empresa de educação financeira fez, no ano passado, uma pesquisa entre funcionários de empresas que identificou a aposentadoria como a maior fonte de stress financeiro. As pessoas simplesmente não estão seguras de que conseguirão se aposentar adequadamente e com um nível de vida minimamente decente.

Aqui no Brasil, o assunto ainda não é um dos “campeões de audiência” nas palestras e workshops de finanças pessoais, mas eu tenho a impressão de que isso mudará em breve. O Brasil está passando por mudanças profundas que vão afetar de forma dramática a forma como as pessoas investem dinheiro e se preparam para a aposentadoria. Hoje ainda conseguimos retornos reais (acima da inflação) significativos, para os padrões mundiais, investindo em instrumentos de baixíssimo risco como títulos de renda fixa emitidos pelo governo, mas esse cenário deverá mudar no futuro. Se a economia brasileira continuar crescendo e virar algo parecido com as economias desenvolvidas do primeiro mundo, nada mais natural que nossas taxas de juros passem também a seguir um padrão condizente com o que é praticado nesses lugares. E aí só posso dizer uma coisa: a moleza vai acabar…
A previdência pública no Brasil dá aos seus beneficiários uma renda vitalícia, ainda que não muito grande. Quem busca um nível de vida melhor precisa buscar a previdência complementar, e isso passará a valer para os funcionários públicos também, em breve.

Percebo que pouquíssima gente no Brasil sabe direito como funciona a previdência complementar. A maioria acha que é apenas uma “versão privada” da aposentadoria pública. Vejo pessoas que ficam encantadas com simulações (sempre otimistas) de aposentadorias projetadas para daqui a vinte ou trinta anos e acreditam que, de alguma forma, aquela renda projetada é algo garantido e vitalício.

Pouca gente entende claramente que o valor que a pessoa vai receber de sua aposentadoria complementar é dependente da performance dos mercados financeiros no período de acumulação, e que o mercado financeiro brasileiro caminha rapidamente para um padrão mais condizente com o que é praticado nas economias desenvolvidas, o que é uma péssima notícia para o investidor, que terá que se acostumar com retornos menores e riscos muito maiores.

A maioria dos fundos de previdência complementar brasileiros investe seus recursos integralmente em títulos de renda fixa. Numa economia desenvolvida, investir pesadamente em renda fixa significa, na maioria dos casos, ter o dinheiro corroído pela inflação, já que são poucos os lugares onde se conseguem retornos reais (acima da inflação) em renda fixa e com pouco risco.

Aqui no Brasil, as pessoas fazem as simulações de aposentadoria considerando nossas taxas de juros atuais, que são absolutamente irreais para os padrões de uma economia desenvolvida, e poderão ter uma surpresa muito desagradável caso o Brasil entre no “clube do primeiro mundo”.

Há poucas semanas, fiz uma palestra sobre educação financeira em empresas (aproveitando que muitas empresas estão começando a entender que a educação financeira é um importante benefício aos seus funcionários e colaboradores) e, a certa altura, comecei a falar dessa percepção distorcida que as pessoas têm da previdência complementar. Um dos presentes levantou a mão e me perguntou: “mas porque você está falando isso? O que tem a ver juros com aposentadoria?”. É a prova de que realmente pouca gente entende como funciona a previdência privada…

Cada vez mais, precisaremos entender como a aposentadoria é encarada nas economias desenvolvidas (e aí entenderemos também porque ela é uma das maiores fontes de stress financeiro), para termos uma ideia mais clara do que o futuro nos reserva e de como deveremos preparar nossas aposentadorias nesses novos tempos.

(André Massaro - Portal Exame)

 
 

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